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Archive for novembro \20\UTC 2009

5.

  

  Eu estou cansada desse abismo de nada. Aliás, cansada não é a melhor pra se definir o que eu sinto. O que sinto vai além de estar cansada, vai além de não aturar mais nenhum segundo desse nada. É algo que eu não sei explicar, faltam palavras. Esse marasmo, e minha vida não se move, não se transforma, não se muta. Tudo isso me dilecera diariamente. Comecei a ser pessimista, é simples, tem horas que você tem mais de onde arrancar forças pra ter uma esperança, uma fé em alguma coisa. E não existe nada, só existe marasmo.

  – Nada:  1.  Nenhuma coisa; coisa alguma. 2.  De modo nenhum; absolutamente não. 3.  A não existência. (…)  5.  Pessoa insignificante, seja pelo aspecto físico. 6. O que se opõe ao ser, em graus e em sentidos diversos; não-ser.

  – Marasmo: 1.  Fraqueza extrema; debilidade, extenuação, atonia. 2.  Desgaste progressivo, e emaciação, sobretudo se observado na infância. 3.  Enfraquecimento das forças morais; falta de coragem; desânimo. 4.  Indiferença, apatia. 5.  Tristeza profunda; melancolia. 6.  Falta de atividade; paralisação, inatividade, estagnação.

  Tem uma voz aqui dentro do meu âmago que grita, tem alguém que se debate, que quer fugir desse profundo nada, desse labirinto de nada. É um labirinto de vazio, não há paredes mas eu não encontro um caminho. Onde está o caminho? Nem sei mais se eu acredito em algo. Quando há menção de algo acontecer, é justamente nesse momento em que nada acontece. Meu Deus! Será que justamente eu, me tornei pessimista?

P.S.: Nada de foto hoje, no post.

Se quiser saber sobre nada: – http://www.twitter.com/nathaliaaf

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4.

O que eu preciso agora? Bom, são duas coisas. Primeira: uma Epifania e segunda: ação.

  Essa sensação de que minha vida está estacionada e eu estou sentada na balança do quintal, que está quebrada e não balança mais, está me matando. De verdade. Isso tá me consumindo e por mais que eu faça, ou pense que faça, por mais que eu me esforce, ou pense que o faço, nada acontece. Não é possível, acho que eu não estou fazendo nada mesmo, pois nada muda. As árvores lá fora mal balançam, ou melhor, balançam. Aí que está, parece que eu estou parada mas o mundo ao meu redor não. Parece que as pilhas do relógio da minha vida acabaram. Eu preciso trocar, mas não sei como.

  O pior é que eu me sinto impotente e desiludida diante do mundo. Será que eu estou tão cansada de tudo que houve em minha vida esse ano que agora nos últimos quarenta e dois dias do ano, a reta final, eu vou ficar estática? Meu deus, e agora que eu fui ver o dia em que estamos e me surpreendi: é dia dezenove de novembro; fiquei até meio atordoada. Eu não posso deixar minha vida parar agora, eu não nadei tanto pra morrer na praia. Não mesmo. O problema é que eu sinto como se todas as forças pra lutar que eu tinha, se esvaíram. Me sinto incapaz diante da vida, diante dos problemas, diante de toda a imensidão de vidas ao meu redor.

  Será possível que o problema é que eu estou ficando cega e não consigo ver os milagres que estão acontecendo ao meu redor? Não posso aceitar uma fraqueza dessa, a essa altura do campeonato e sabe por quê? Porque eu sei que eu sou forte, capaz e tenho o poder sobre a minha vida. Eu tenho as rédeas da minha vida. Eu, e somente eu, tenho as rédeas. Infelizmente, eu não posso esperar que eu alguém resolva meus problemas, pois a vida é minha e a pessoa que mais se importa com ela, sou eu mesma. – Fato.

  O problema é que agora, me sinto perdida, na verdade não sei é bem essa a palavra… Me sinto tão entregue ao mundo, que me sinto sozinha. Sinto medo e sinto independência também, independência essa que assusta. Liberdade demais assusta muito. Finalmente consegui entender, estou com medo. E há coisa mais humana no mundo do que sentir medo? Medo do mundo, medo por saber que na maioria das vezes de agora em diante, eu tomarei o rumo da minha vida sozinha, não literalmente sozinha, mas como eu disse, a vida é minha e o poder sobre ela é meu.

  É irônico, sabe? Justo eu que me considero tão livre… Levo algumas coisas muito intensamente, outras porém me invadem de medo e eu fico aqui feito uma estátua de praça. Sabe aquelas estátuas que são apenas a cabeça? Sim, justamente essas, porque o que me prende é ser racional demais, pensar demais às vezes. Como a estátua, o que está presa e imóvel é a cabeça, o corpo está livre por aí, sabe-se lá onde… Talvez ousando por aí. Preciso disso, me libertar  um pouco de mim mesma, da minha mente, dos meus medos e ousar, e pronto! Afinal, inevitavelmente a vida nos obriga a apenas uma coisa: viver!

Ai, que alívio! Eu sabia que eu precisava postar aqui. Me sinto melhor, menos ansiosa também. Às vezes é medo de colocar tudo isso pra fora.

Se eu sumir daqui: – www.twitter.com/nathaliaaf

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3.

Ipoméia.

  O mundo bem diante do nariz, feliz agora e não depois. ♪

  Meus sentimentos e minhas vontades são mutantes, inconstantes, eu enjôo fácil. O que eu quero agora é bem simples, sossego. Eu tenho sossego com a minha família, meus amigos… comigo mesma não posso afirmar, porque sou inconstante, mas o que eu quero agora é um sossego no amor, e não um amor sossegado. Quero dois corações disparados, falta de ar, borboletas no estômago, mas ao mesmo tempo disso tudo, quero paz. Aquela paz de quando você assiste ao pôr do sol, aquela paz que invade sua vida, sua casa e você sente que está elevada, que nada de ruim pode te alcançar, porque você está totalmente completa.

  Pedir sossego parece algo simples, mas nas coisas tão mais simples estão as mais complicadas. Afinal, nesse mundo, desde quando a paz é algo simples e fácil? Mas que seja simples pra mim, que eu alcance essa paz total desde as pequenas sutilezas até aqueles grandes momentos em que seu coração dispara tão rápido que você tem a certeza que  terá um infarto. Extremos, não? Mas eu sou assim, sou extremista mesmo, sou 8 ou 80, tô dentro ou tô fora, estou feliz ou triste, aos risos ou aos prantos. Eu quero a maior intensidade do mundo em cada pequena sutileza do meu dia. Todos os dias.

  Termino com um trecho de Caio F. Abreu: ” Não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa, venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.”

   www.twitter.com/nathaliaaf – Diariamente.

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2.

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  – “Só não muda de ideia quem não as tem.” E começo, assim, a postagem de hoje.

  Nossas ideias estão em constante mudança, ideias entram e saem das nossas cabeças, porém, ideais são sempre ideais. E esses ideais podem ficar um pouco esquecidos dentro de nós, mas eles não mudam. E acredite, poucas coisas não mudam.

  Nossas vidas estão em constante transformação, você altera sua vida todos os dias, pessoas entram e saem da sua vida todos os dias e poucas dessas transformações você pode controlar. Às vezes é porque controlar é desnecessário, o descontrole deve prevalecer, sua vontade superior deve prevalecer. Os seus desejos e os seus ideais devem fundir-se e guiar sua vida.

  Tantas coisas acontecem diariamente, tantas pessoas cruzam com você na rua e sem nem imaginar o que se passa dentro de você, e claro, você sem imaginar o que se passa dentro delas. E como prever o que se passa, o que se sente? Existem tantas pessoas que conhecemos desde sempre ou desde a semana passada, elas sentem, nós sentimos mas como elas se sentem nós não sabemos.

  Há umas semanas atrás fiz um trato comigo mesma: só vou viver a minha verdade, os meus desejos, os meus ideais, as minhas loucuras. Porém, só tive consciência desse trato nesse momento. Momento, que eu acredito, ser o ideal. Não quero disfarces, não quero mentiras internas, não quero nada que não seja verdadeiramente sincero, verdadeiramente sentido. E eu quero mais, sempre mais, mais vontades, mais desejos, mais sol, mais chuva, mais amor e quero poder enxergar o melhor de tudo isso. Afinal, “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”

  Termino dizendo: Tenho desejos maiores, eu quero beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor ♪

  – Se eu ficar um pouco distante daqui, www.twitter.com/nathaliaaf  todos os dias.

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