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Archive for dezembro \04\UTC 2009

6.

  É tudo constante, é tudo real e à flor da pele, nas borboletas que surgem na barriga, coração que dispara e no ar que falta.

  Sim, eu mudo, estou em constante mudança. Afinal, só não muda de ideia que não as têm. A minha consciência está abrangendo o mundo, o mundo que me cerca, o mundo que eu vivo e aquele mundo em que eu não vivo, mas senti uma fração mínima da consequência do dia a dia dessa mundo alheio.

  Esse mundo alheio, esse “universo paralelo” e real que as pessoas preferem fechar os olhos a ter que encarar a realidade,  porque dói, porque é difícil, pois dói em outras pessoas e está a margem do nosso cotidiano. O que eu posso dizer é que eu já estava mudando, acordando pra vida e de repente tenho quatro choques de realidade na mesma semana, em um deles com um revólver apontado pra mim. Realmente, nós nem imaginamos a realidade do mundão lá de fora, mas se alienar a isso não vai resolver,  pseudo-engajar-se também não. Temos que lutar, temos que encarar a vida com força e determinação.

Trecho da música “Ate quando?” do Gabriel, o pensador:

“Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver (…) ”

  Uma coisa que, com certeza, eu aprendi é que a vida só nos obriga a uma coisa: vivê-la. E isso, caro leitor, é inevitável. Ou você vive ou você cai fora desse mundo, porque uma coisa eu digo: a vida nos obriga a isso e ela cobra. Vai de você cair na real por livre e espontânea vontade, e consciência também, ou esperar socos e tirou da vida pra você acordar pra ela. Sinceramente, se esconder em uma redoma de vidro, não adianta, pois uma hora ou outra essa redoma vai se quebrar em milhares de pedacinhos e talvez você não consiga nem mesmo respirar o ar daqui de fora. Ar que é sujo sim, mas é o ar da vida, o ar que nós fazemos todo dia destruindo uns aos outros, porém é inevitável não viver. Podemos sim mudar o mundo, mudar a humanidade, mudar todo o sistema social e político em que vivemos, mas antes de mais nada, temos que mudar nossa própria mente. Mas como disse minha Mãe: “Calma, Nathália. Pois cada um tem seu tempo.” E fico eu aqui, tentando fazer minha parte, da melhor forma possível, e tendo fé que uma hora ou outra, inevitávelmente, as pessoas acordem pra vida e que acordem pelo jeito mais fácil e não por socos e tiros, porque mais sofrimento alheio, é a última coisa que eu desejaria.

  E pra terminar, mais um trecho da música “Até quando?”:

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro.”

  P.S.: Acho que vou excluir meu twitter, ou dar um sentido pra ele.

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