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Archive for fevereiro \19\UTC 2010

11.

  São sensações tão longínquas, mas posso senti-las nos lábios, nas mãos, no peito. Poderiam ser avassaladoras, se fossem reais e palpáveis.

  Quão distantes essas sensações se encontram até que eu, realmente, possa senti-las e tê-las até os ossos? Encontram-se há uma casa de distância ou há seiscentos quilômetros?

  Tudo é tão próximo quanto um beijo ou tão distante quanto linhas imaginárias delimitando territórios. Depende apenas de onde meu coração está.

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10.

  O que me há de certeza, agora, é a chuva lá fora. Nesses últimos tempos tenho andado volúvel, me surpreendo quando algo me encanta. Apesar disso, ando mais certa com relação a mim mesma, como a pessoa que sou. Mas quando são colocadas escolhas em minha frente, acabo tornando-me contraditória. De fato, poucas são as certezas absolutas em nossa vida.

  Já disse muitas vezes “sim” e outras tantas eu disse “não”, até mesmo “sempre” e “nunca”. Porém o sim de ontem se transforma no não de hoje com muita facilidade. Estou demasiadamente volúvel e imprevisível até para mim mesma. Me surpreendo criando planos e desejando coisas que eu, antigamente, jamais ousaria, Sobre poucas coisas eu tenho uma visão imutável, coisas essas que eu chego a duvidar quais sejam.

  Em especial, tenho dúvidas sobre sentimentos, sobre como quero agir com as pessoas, sobre se anseio ou não por sentir algo. Mas sei que para ter algo morno, prefiro nada ter. Quero a tranqüilidade de ficar só ou a intensidade que queima ao estar com alguém.

  Na verdade, eu tenha uma absoluta certeza, sim. Quero tudo ou nada quero, quero um banho frio ou um banho quente que me faça suar, quero toda a borbulha de sentimentos ou apenas a calmaria de uma brisa. O que eu não aceito, o que eu não posso aceitar, é algo morno, a monotonia rotineira, o comodismo que aleija e amputa os sonhos.

  Já disseram uma vez: “é melhor queimar do que se apagar aos poucos.”

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9.

  Uma chance, um acerto. Foi isso que decidi que faria, porém, a realidade que me assola é outra. O fato é que, talvez, uma única chance não seja o suficiente. E eu não estou conseguindo lidar com isso. Me sinto frustrada antes mesmo de tentar, antes mesmo de falhar. A frustração por a vida, meus sonhos e a realidade não serem como, já planejadas, estavam no meu roteiro.

  Me sinto perdida e incapaz diante a realidade e a essas coisas que consomem a mim, meus pensamentos e sono. Nesse momento, deixo de ser uma vestibulanda para tornar-me uma mártir e masoquista.

  Tento pensar que eu devo ter calma, mais autoconfiança e todos aqueles clichês possíveis que eu usaria para como conselho a alguém. O problema é que eu não consigo comprar os clichês que eu mesma vendo.

  Uma frustração prematura, eu creio ser tão nociva quanto aquela vivida pós-erro, pós-descuido, pós-cagada. Isso sim.

  Sabe, tinha colocado muitas expectativas e certezas em uma incerteza, num plano, numa construção em que mal haviam sido terminados os alicerces. Criar tantas expectativas diante a uma obra recém iniciada é, provavelmente, algo muito decepcionante. Pois há muitas idas e vindas em uma construção, principalmente se esta for a construção dos nossos sonhos.

  Somando-se a frustração e decepção, há a sensação de impotência. Simplesmente, por maior que seja o meu esforço, se ainda não for o meu momento, ainda não será o meu sonho concretizado. Fato.

02:52 da madrugada e eu me encontro escrevendo. Dormir, nem pensei nisso.

” Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício (…) “

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