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Archive for outubro \15\UTC 2010

24.

Me desfaço, me contradigo, me recuso. Te desfaço, te contradigo, te recuso. Me faço, me digo, me aceito. Te faço, te digo, te aceito. Me desafio, me descrevo, me escrevo, me desejo. Te desafio, te descrevo, te escrevo, te desejo. Me desprezo, me puno, me machuco. Te desprezo, te puno, te machuco. Me concerto, me vejo, me aceito. Te concerto, te vejo, te aceito. Eu e tu, mas sem eles.

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O que é, o que traz e como ter um amor? Incontáveis respostas existem para essas perguntas, pois o amor é plural, uma experiência pessoal. Mas para mim há uma resposta para essas perguntas: coragem. Coragem de compartilhar é o que traduz o amor, coragem para enfrentar cada pequeno ou grande drama é o que traz o amor e enfim, para tê-lo é preciso ter coragem, ter a bravura de antigos cavaleiros.

Estava assistindo um programa na televisão que mostrava um festival no Butão. Em uma determinada cena as pessoas começavam a atravessar um rio que descia desde as geladas montanhas. De repente, é registrado um homem vestido com as características vestes butanesas, bastante coloridas, levando no colo uma mulher, também vestida com panos coloridos. Era um casal, dois amigos ou familiares, mas a lembra torna-se mais gostosa quando penso que era um casal cheio de paixão, amor, anseios… O fato é que a cena transbordava doçura colorida.

Repenso o que havia dito e concluo que, além de coragem, é preciso ter doçura, pois um não seria completo sem o outro. Muita coragem e pouca doçura ou pouca coragem e muita doçura, como é o seu caso, seria mais um amor não realizado… Um ideal frustrado.

De que adianta eu ser a pessoa que você vê quando fecha os olhos se, nem ao menos, um passo em minha direção você é capaz de dar? Que você seja capaz de caminhar com coragem até mim sem esquecer-se de sua doçura.

Acho que nenhuma fotografia poderia expressar isso tudo, mas de qualquer forma coloquei alguma que pudesse se encaixar.

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22.

O que é preciso para estar vivo? Ter apenas um pulmão inflando e um coração pulsando? Ou seria apenas, depois de um bom filme, ouvir o bater das teclas digitando palavras flutuantes? Talvez seja isso. Talvez seja, mais do que tudo, sentir a vida dentro de você. Muito mais do que órgãos funcionando… Alma funcionando. Isso sim é estar vivo. É então o que deve ser prezado.

Em um planeta, mais de seis bilhões de pessoas, mais de seis bilhões de almas, de corações que pulsam… Mais de seis bilhões de bocas sorrindo, beijando, urrando de ódio ou de prazer. Mais de seis bilhões de pessoas vivendo.

Neste momento, imagine: quantas pessoas estão dormindo, sorrindo, emocionando-se, transando, berrando ou simplesmente pensando sobre o significado de algo como a vida, como o sentir, o saber. Trivial ou não, estão vivendo e isso faz a existência ter um peso, uma marca aqui na Terra, na nossa casa, na vida de outros seres e assim sucessivamente.

O fato é que sou um ser em meio a bilhões deles. Você é um ser em meio a bilhões. Saber que você existe pode parecer pouco, mas estou concluindo que em meio a uma quantidade quase incontável de vidas, de mentes e de corações pulsantes não poderia haver uma verdade absoluta, simplesmente porque somos plurais, somos incontáveis, inimagináveis… Existimos enfim.

Eu sou, eu existo, eu sinto, eu vivo. – Que assim seja!

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